
a folha em cima da mesa.
escrevo que trazes na humidade da boca
o respirar branco de todas as praças
que há um espaço enorme entre estas duas mãos
que as mulheres são belas quando tremem e o dizem.
onde posso gritar o teu nome? pergunto
o modo lento e definido de tudo encontrar.
lembro-te agora. o vermelho vivo e a claridade das janelas
as ruas que recuam quando as olho.
o barro, o vaso de barro e a terra
a respirar dentro dele.
Fotografia de Berenika.










