quarta-feira

e ainda assim muitas pessoas chegariam a correr.
a maioria seriam as mulheres que conhecem todos os incêndios,
a força dos braços e o espaço que ninguém compreende vazio e só
porque não há luz no avesso dos olhos quando elas perguntam
a direcção dos aviões e aquilo que fica depois no céu. e ainda assim,
muitas mais apareceriam com o propósito de respirar as estrelas todas
da cidade, pediriam também que lhes explicassem o dia seguinte,
a proximidade a que estão das coisas que inventam.

22 comentários:

liliana_lourenco disse...

Uma pergunta para a qual gostaria de ter resposta: 'a proximidade a que estamos das coisas que inventamos.'

Será que ainda falta muito?.. :)
É certo que aos poucos, vão chegando a nós todos os dias, mas.. quando as poderemos viver realmente, por inteiro?

Muito bonito o teu texto, como sempre. :) **

sophiarui disse...

"...il faut qu'il s'aime. Mais elle: s'élance, cherche à aimer" H. Cixous

0.05 disse...

obrigado pela lareira e a aguardente...
*

0.05 disse...

...entre as aspas.

Sylvia Beirute disse...

mt conseguidos todos os poemas. gosto do dominio da linguagem e do modo como flui.

S.

Natália Nunes disse...

bela a sua fala sobre a sina da mulher.

:)

Laura disse...

Gostei de passar aqui. voltarei.

blue disse...

obrigada, Susana.

M. disse...

porque não há luz no avesso dos olhos quando elas perguntam
a direcção dos aviões e aquilo que fica depois no céu

ficou como a minha frase do dia. obrigada. bonito mesmo

Susana Miguel disse...

difícil a tua pergunta, liliana. esta nossa conversa devia ter direito a bolachas e chazinho;) mas acho que há sempre uma verdade muito nossa nas coisas que inventamos.talvez dependa dessa quantidade de verdade que colocamos nas coisas que fará com que estejamos mais próximas delas. se for muita, estaremos quase quase quase, só faltará um niquinho e tum-tum tum-tum;)

e gosto de pensar que estamos cada vez mais próximos das coisas que inventamos.

obrigada pelas palavrinhas e um beijinho.

Susana Miguel disse...

verdade, verdadinha, sophia.

abracinho.

Susana Miguel disse...

obrigada, Sylvia:)

abraço.

Susana Miguel disse...

é bom saber que desse lado houve letrinhas, aguardente e o quentinho da lareira:)

Susana Miguel disse...

obrigada pelo entre aspas:)

um abraço, 0.05.

Susana Miguel disse...

obrigada (...)
um beijinho, natália;)

Susana Miguel disse...

um abraço, laura.
volta sempre:)

Susana Miguel disse...

um abracinho, blue:)

Susana Miguel disse...

que engraçado, m. essa foi a primeira frase que escrevi no meu caderno;)

um abracinho.

dade amorim disse...

Susana, sua visita foi uma grande alegria. Há muito acompanho e admiro seu trabalho. Há mesmo um poema - Em casa - que dediquei a você, porque me pareceu ao estilo que costumo ler aqui.

Obrigada pela visita e pelas palavras generosas. E se houver chá, não deixe de vir.

Beijinho.

liliana_lourenco disse...

Sim, também gosto de pensar e acredito que tudo o que inventamos, é já uma realidade muito nossa.

Como muito bem dizes, o importante para que chegue a nós mais depressa é depositar nessas invenções, muito, ou quase tudo daquilo que assumimos como a 'nossa' verdade.

É sempre mais bonito e mais reconfortante, quando olhamos para o relógio a pensar assim. :)

Mas às vezes há aquela (minha) impaciência de querer sentir as coisas depressa.. :)

[Venha daí esse cházinho. :)]

Beijinhos! :) **

Susana Miguel disse...

muito obrigada, dade amorim, pela enorme atenção que dá aos meus textos, pelas palavras queridas, pelo poema que me dedicou na sua casinha (fico sem palavras, só sorrisos).

um beijinho e abracinho grande:)

Susana Miguel disse...

um beijinho, liliana.
um chá quentinho agora agorinha, sabia mesmo muito bem. caem gotinhas lá fora e era mesmo bom conversar um bocadinho acerca destas e de outras invenções que vamos criando;)