quarta-feira





















os pássaros parecem querer morrer à tua porta.
digo-lhes que a terra é redonda na parede do quarto, que trago
amoras nos bolsos sempre que fecho os olhos, que atrás das casas
as árvores dormem e fingem o sol quando em segredo as penso
leves e as abraço. esqueço os canteiros e as luzes da cidade,
falo-lhes da construção da tua boca quando tens sede
do amor alumínio que arde nos pulmões. repito a palavra
redonda. às vezes, à tua porta, aguardo as manhãs
cercada no escuro, o que resta do fruto
enquanto não vens.

Fotografia de berenika.

25 comentários:

daniel sant'iago disse...

Fui-me deixando ir pelas tuas palavras e... de repente... travei a fundo na palavra redonda!
E... fiquei a magicar...
Quais serão?
E há tantas e tão belas...

Presença disse...

Este compasso de espera num parecer que tudo morre ou tudo avança...

Bjo carinhoso

hfm disse...

belíssimas palavras poéticas!

Alequites disse...

Fica aqui um suspiro meu.
Adorei!

Jorge Vicente disse...

isso é o que se chama um poema belo. obrigado pela visita, pelas palavras que tens aqui, pela poesia.

um abraço poético
Jorge Vicente

P.S. não sei se te importas, mas vou pôr um link do canto das cigarras no meu blog.

Anónimo disse...

"do amor alumínio que arde nos pulmões.
repito a palavra redonda. às vezes,
à tua porta. aguardo as manhãs cercada no escuro
o que resta do fruto"....




que se diz depois "disto"????????


nada.

tudo dito.



de uma maneira especial. à tua porta.




Obrigada.

beijo.



(Y. de puro instinto)

gabriela r martins disse...

princesa aïda!

às vezes esqueço.me de dizer.te quanto é bom ler.te

e regressar ,em silêncio ,ao encontro da releitura

ou ,simplesmente ,ficar a ouvir um pouco de música

e ,então ,ir ...

e voltar


um beijo!

Kraak/Peixinho disse...

Lindíssimo! As árvores dormem e fingem o quanto não estamos apressados e aí damos conta do tempo que nos é revelado. Cada dia e cada noite.

Obrigado pela visita ao Paixaum >+++'>. Espero que possas sempre por lá regressar :)

Abraço!

o alquimista disse...

Neste cais de espera cantam os pássaros à tua porta...

Corre a agua nasce a vida no embalo do tempo... Que seja sempre dia, nunca acabe o sentimento...

Puros sentimentos, lindo domingo para ti...

Mágico beijo

Teresa Durães disse...

cada vez a gostar mais dos teus poemas

tenho andado sem tempo nenhum mas parece que vou conseguir voltar às lides bloguistas.

um abraço!

bruno .b.c disse...

escreves de encontro
ao silêncio. quando ele
se agita, tu escreve-lo
como uma amiga, e quando
adormece, sei que também
estiveste ao seu lado, murmurando
uma canção.

aida, ainda fico um pouco
se não te importas.
um beijo,
até que regresses.

aidamonteiro disse...

Daniel,

é bom sabermo-nos
na(s)
palavra(s) redonda(s)

:)

Um abraço.

aidamonteiro disse...

Presença,

que

tudo

avançe:)

Um abraço meu.
outro,
das cigarras.

aidamonteiro disse...

Helena,

Obrigada.
Deixo um beijinho
e um abraço para ti.

aidamonteiro disse...

Alequites,

Bem vindo
ao meu cantinho das cigarras!

Um abraço.

aidamonteiro disse...

Jorge Vicente,


Obrigada
pela visita
e pelo link no teu espaço.

um abraço poético
e um beijinho das cigarras:)

aidamonteiro disse...

Y,

de uma maneira especial
cantam as minhas cigarras

quando te abrem a porta:)

Um abraço grande.

aidamonteiro disse...

Gabriela,

esta casa
é já também tua.
fica o tempo que quiseres
e
sobretudo
fica.

Um beijinho,princesa:)

aidamonteiro disse...

Kraak/Peixinho,

Obrigada pela visita.

Um abraço grande:)

aidamonteiro disse...

alquimista,


Brindemos às águas,
ao canto dos pássaros!

um abraço:)

aidamonteiro disse...

Teresinha,

que bom saber que voltarás às bloguices!

Um abraço,
eu e as cigarras
gostamos muito de te receber:)

aidamonteiro disse...

Bruno,

um abraço fundo
nesta noite.

fica.

não te esqueças
de colocar a chave
debaixo do tapete:)

inBluesY disse...

e
depois
das tuas palavras
a
fotógrafa infinita
que é berenika

aida monteiro disse...

inbluesy,

:)

inês leal, 31 anos à volta do sol disse...

tanto mundo nestas palavras...*